Mais um golpe e André desabava em direção a cerca viva. Era uma cerca de pessoas que desejavam o sangue alheio. Tiras, pedreiros e advogados eram um só naquele amontoado que urrava como um monstro disforme. Seguravam notas suadas e amassadas e empurravam o rapaz de volta para o centro da luta. " Que merda" pensou enquanto cambaleava tentando manter a quarda e o mundo girava ao seu redor. " Mulheres, primeiro dizem para fudermos com vigor e depois, nos fodem com alegria." Outro cruzado e dessa vez André reavaliou a sua situação deprimente. O adversario era um desses sujeitos grandes e gordos que fedem mais que um defunto depois de sete dias. A cara do infeliz também não ajuda em porra nenhuma.
Com uma finta desajeitada ele sentiu o punho do oponente passar rente ao seu queixo, aproveitou a guarda aberta dele e acertou um jab e um direto rapidamente no queixo quadrado dele. O gorila recuou mais surpresso que afetado pelo golpe. Soltou um riso amarelado em resposta como se considerasse o seu adversario apenas uma pulga de nada. Disso ele entendia bem, seu black power provavelmente guardava a maior coleção de todos os tempos desses bichos. De uma forma estranha, jogou sua imensa e roliça perna de uma forma bem bizarra em direção a cabeça do André, que esquivou-se rapido desferindo um potente soco naquele bucho inchado. De fato, era o que aquela aberração queria. - Todos meio que sabem da resistencia abdominal meio diferente de um barrigudo, devido ao excesso de gordura e musculos por baixo de tudo isso. - O cara nem sentiu o golpe e quando André deu por si, estava se levantando do chão frio e duro de concreto. O gigante estava realmente surpresso, seu "pilão" sempre foi muito efetivo!
Para ele agora era tudo uma confusão de sons e imagens. " Serio ela realmente acha que sou imprestavel? Isso porque ela preferiu a merda de um vendedor ambulante! haha ". Sentiu as pernas vacilarem e caiu de joelhos. Olhos fixos no chão agora estava acabado e não foi aquele gorila que o venceu com todo a sua enorme e macilenta banha, foi a sua loira. Súbito, o celular no bolso do jeans rasgado toca. Ele o atende deixando o maquila a sua frente pasmo;
- Sim aqui é o André...
( Pausa )
- Que você quer afinal de mim? E a merda do ambulante?
( Pausa mais longa )
- Jura? ok vamos conversar... so terminar um assunto aqui.
( Pausa Curta )
- Ok eu levo a cerveja tambem!
- Ei da pra falar com a suas putas depois que eu te moer todo? - Urrou novamente, provavelmente era a unica forma que conhecia de se expressar.
André levantou-se rapido e jogou o celular pro lado. Começou a saltitar trocando as pernas enquanto balançava os braços para aliviar a tensão nos musculos.
- Ae balofo, antes de mais nada você não tem nada haver com a minha vadia.
Ao terminar de falar acertou um rapido e potente cruzado no rosto de suino e oval do gigante que espirrou sangue na plateia. O gigante foi pego tão de surpresa que não pode evitar o proximo e definitivo golpe.
- E depois cara, a hora de brincar nessa merda acabou preciso encontrar minha pequena. A noite vai ser boa hoje...
A precisão da giratoria juntamente com uma força descomunal jogaram o gigante no chão com um estrondo. Toda a multidão se calou até um negro surgir com pose de malandro, surgir com um bolo de notas na mão. André as pegou e no caminho passou em um boteco pra comprar umas loiras geladas. No fim das contas pensou, a pequena e uma gelada e uma otima forma de acabar bem uma merda de noite...
GENIAAAAAAAAAAAAAAAL
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