quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ballad Of Easy Rider - Balada do Viajante

 
O rio corre
Ele corre para o mar
Onde quer que o rio vá
É onde eu quero estar
Siga seu fluxo rio
Deixe suas águas livres
Tire-me desta estrada
Para outra cidade

Tudo que ele queria
Era ser livre
E esse é o caminho
Que ele escolheu seguir
Siga seu fluxo rio
Deixe suas águas livres
Tire-me desta estrada
Para outra cidade

Siga seu fluxo rio
Passe pela sombra da árvore
Go rio, vá
Vá para o mar
Siga para o mar

O rio corre
Ele corre para o mar
Onde quer que o rio vá
É onde eu quero estar
Siga seu fluxo rio
Deixe suas águas livres
Tire-me desta estrada
Para outra cidade

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Uma outra versão de Atlântida - A verdadeira rs


Quando a terra era ainda uma jovem estrela no cosmos infinito. Antes
mesmo de o primeiro ser emitir o seu primeiro ruido. Quando as estrelas
castigavam o solo árido como uma chuva reluzente, erguia-se como um câncer
no seio da terra a primeira cidade. No centro de um mar turbulento era
localizada a primeira grande moradia dos antigos deuses. De proporções
titânicas era a sua beleza como era também igualmente a sua podridão. Uma
cidade de extremos. Com suas galerias e avenidas feitas de um metal que
ainda não existia. Seus prédios colossais de muitos andares e crimes
hediondos. E seus pilares construídos sobre as mais baixas iniqüidades. Seus
habitantes, embora luminosos, eram secos e podres como cadáveres
ambulantes. Em suas festas, que duravam meses, entoavam cânticos profanos
e cometiam orgias intermináveis em honra de seres abomináveis. Seres cuja
simples presença nos dias de hoje aniquilaria toda a vida conhecida. Seus
deuses eram deturpados e pervertidos e tinham nomes ainda hoje conhecidos.
Hecate a prostituta do mais baixo inferno. Akenathon o desaurido portador da
peste das estrelas. Thanaton senhor do inferno profundo. Não era raro ver
sacrificarem seus próprios semelhantes em honra desse e de outros seres da
mais profunda escuridão do infinito entre as estrelas. Porém, um dia e de
forma enigmática, o maldito reino foi engolido pelas águas atormentadas da
jovem terra para todo o sempre. Seus habitantes decaídos sumiram junto com
ela, engolidos pela escuridão juntamente com seus deuses degenerados. E a
terra seguiu seu curso comum de evolução. Mais o mal nunca tem fim, e
dizem alguns especialistas modernos que quando o primeiro homem pisou na
já formada terra, podia ouvir tarde da noite, vindo quem sabe das profundezas
abissais do globo terrestre, a velha e macabra liturgia insana em honra dos
deuses semimortos do passado. E dizem os mesmos especialistas, que desse
dia em diante os seres humanos aprenderam a temer a escuridão asfixiante que
vem do espaço entre as estrelas.

domingo, 22 de maio de 2011

Sobre a importancia do sexo


Hoje em uma conversa com uma garota legal que acabei de conhecer no msn, me peguei pensando sobre a importancia do sexo. Algo tão carnal que a maioria vê como um contrato de amor. Assim, eu transo a garota e logo ela ficará comigo para sempre, romantico porém, não e assim que funciona. No meu ponto de vista sempre foi algo carnal, sim eu sei, ando muito frio e realista para divagações romanticas. É ainda tentador o romantismo, entretanto, a cada dia que passa eu me sinto cada vez mais longe disso. A solidão costuma retirar vendas, e depois que se perde uma delas nada é mais como antes. Sim estou divagando mesmo, mais escrever e divagar de qualquer forma.

Sob companheirismo então niguem quer mais falar, e mais importante e não menos ousado exibir os trofeus das transas. Descompromisso e sempre bem vindo, alias quem precisa se preocupar com os sentimentos alheios? Sentimentos hoje é demodê, o legal mesmo e transar como coelhos. E quanto ao nome da parceira? ah qualquer um, porque da nomes aos bois se o que importa e a troca dos fluidos e o prazer intenso mesmo esquecido no dia sequinte. Aos virgens do mundo, uni-vos pois estão fora de moda!


Fazer o que se nunca fui um sequidor assiduo da moda?

terça-feira, 17 de maio de 2011

Um pouco sobre William Shakespeare


William Shakespeare (baptizado em 26 de Abril de 1564 – 23 de Abril de 1616) foi um poeta e dramaturgo inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo.  É chamado frequentemente de poeta nacional da Inglaterra e de "Bardo do Avon" (ou simplesmente The Bard, "O Bardo"). De suas obras restaram até os dias de hoje 38 peças, 154 sonetos, dois longos poemas narrativos, e diversos outros poemas. Suas peças foram traduzidas para os principais idiomas do globo, e são encenadas mais do que as de qualquer outro dramaturgo. Muitos de seus textos e temas, especialmente os do teatro, permaneceram vivos até aos nossos dias, sendo revisitados com freqüência pelo teatro, televisão, cinema e literatura. Entre suas obras mais conhecidas estão Romeu e Julieta, que se tornou a história de amor por excelência, e Hamlet, que possui uma das frases mais conhecidas da língua inglesa: To be or not to be: that's the question (Ser ou não ser, eis a questão).
Shakespeare nasceu e foi criado em Stratford-upon-Avon. Aos 18 anos, segundo alguns estudiosos, casou-se com Anne Hathaway, que lhe concedeu três filhos: Susanna, e os gêmeos Hamnet e Judith. Entre 1585 e 1592 William começou uma carreira bem-sucedida em Londres como ator, escritor e um dos proprietários da companhia de teatro chamada Lord Chamberlain's Men, mais tarde conhecida como King's Men. Acredita-se que ele tenha retornado a Stratford em torno de 1613, morrendo três anos depois. Restaram poucos registros da vida privada de Shakespeare, e existem muitas especulações sobre assuntos como a sua aparência física, sexualidade, crenças religiosas, e se algumas das obras que lhe são atribuídas teriam sido escritas por outros autores.
Shakespeare produziu a maior parte de sua obra entre 1590 e 1613. Suas primeiras peças eram principalmente comédias e histórias, gêneros que ele levou ao ápice da sofisticação e do talento artístico ao fim do século XVI. A partir de então escreveu apenas tragédias até por volta de 1608, incluindo Hamlet, Rei Lear e Macbeth, consideradas algumas das obras mais importantes na língua inglesa. Nesta sua última fase, escreveu tragicomédias, também conhecidas como romances, e colaborou com outros dramaturgos. Diversas de suas peças foram publicadas, em edições com variados graus de qualidade e precisão, durante sua vida. Em 1623 dois de seus antigos colegas de teatro publicaram o First Folio, uma coletánea de suas obras dramáticas que incluía todas as peças (com a exceção de duas) reconhecidas atualmente como sendo de sua autoria.
Shakespeare foi um poeta e dramaturgo respeitado em sua própria época, mas sua reputação só viria a atingir o nível em que se encontra hoje no século XIX. Os românticos, especialmente, aclamaram a genialidade de Shakespeare, e os vitorianos idolatraram-no como um herói, com uma reverência que George Bernard Shaw chamava de "bardolatria". No século XX sua obra foi adotada e redescoberta repetidamente por novos movimentos, tanto na academia e quanto na performance. Suas peças permanecem extremamente populares hoje em dia , e são estudadas, encenadas e reinterpretadas constantemente, em diversos contextos culturais e políticos, por todo o mundo.

I Don't Wanna Miss A Thing Aerosmith ( Tradução )

 

Eu Não Quero Perder Nada

Eu poderia ficar acordado só para ouvir você respirando
Observar você sorrir enquanto está dormindo
Enquanto você está longe e sonhando
Eu poderia passar minha vida nessa doce rendição
Eu poderia continuar perdido neste momento para sempre
Todo momento que eu passo com você
É um momento que eu valorizo

Não quero fechar meus olhos
Eu não quero pegar no sono
Porque eu sentiria a sua falta, baby
E eu não quero perder nada
Porque mesmo quando eu sonho com você
O sonho mais doce nunca vai ser suficiente
E eu ainda sentiria a sua falta, baby
E eu não quero perder nada

Repousando perto de você
Sentindo o seu coração bater
E imaginando o que você está sonhando
Imaginando se sou eu quem você está vendo
Então eu beijo seus olhos e agradeço a Deus por estarmos juntos
Eu só quero ficar com você
Neste momento para sempre, sempre e sempre

Não quero fechar meus olhos
Eu não quero pegar no sono
Porque eu sentiria a sua falta, baby
E eu não quero perder nada
Porque mesmo quando eu sonho com você
O sonho mais doce nunca vai ser suficiente
E eu ainda sentiria a sua falta, baby
E eu não quero perder nada

Não quero perder um sorriso
Não quero perder um beijo
Eu só quero ficar com você
Bem aqui com você, apenas assim
Eu só quero te abraçar forte
Sentir seu coração tão perto do meu
E só ficar aqui neste momento
Por todo o resto dos tempos
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah!

Não quero fechar meus olhos
Eu não quero pegar no sono
Porque eu sentiria a sua falta, baby
E eu não quero perder nada
Porque mesmo quando eu sonho com você
O sonho mais doce nunca vai ser suficiente
E eu ainda sentiria a sua falta, baby
E eu não quero perder nada
Não quero fechar meus olhos
Eu não quero pegar no sono
Porque eu sentiria a sua falta, baby
E eu não quero perder nada
Porque mesmo quando eu sonho com você
O sonho mais doce nunca vai ser suficiente
E eu ainda sentiria a sua falta, baby
E eu não quero perder nada

Não quero fechar meus olhos
Eu não quero pegar no sono
E eu não quero perder nada

Jack kerouac


Jack Kerouac (12 de março de 1922 - 21 de outubro de 1969), escritor estadunidense. Autor de On The Road. 

"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam."


"(...) porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante - pop! - pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos 'aaaaaaah!'. Como é mesmo que eles chamavam esses garotos na Alemanha de Goethe?"

Qual é a sua estrada, homem? - a estrada do místico, a estrada do louco, a estrada do arco-íris, a estrada dos peixes, qualquer estrada... Há sempre uma estrada em qualquer lugar, para qualquer pessoa, em qualquer circunstância. Como, onde, por quê?"

Porque o silencio em si é como o som dos diamantes que podem cortar tudo!!





Coração de Vagabundo



Quando eu conheci o João ele era apenas mais um zé ninguém das ruas. Estava sempre vestido com a mesma roupa esculhambada. Um jeans roto e rasgado e uma camiseta velha do Ramones preta que combinava com seu cabelo negro longo despenteado. Eu o invejava na realidade porque ele tinha aquele negocio que perdemos quando passamos da infância para a adolescência, aquela alegria descompromissada com a vida e a ingenuidade transformadora. A gente costumava beber até cair sentado em um barranco com vista para o lago. Era uma visão desoladora a do lago, mas era o único lugar em que eu podia beber sem ser pego em fragrante pelos meus pais que eram muito tiranos.

Normalmente ficávamos calados de inicio admirando a podridão do lago poluído. Eu me perguntava porque ele parecia sempre tranquilo, nada o aborrecia e isso me deixava bolado. Eu sempre fui meio cabeça quente ainda bem que conhecia o João, ele era minha ancora. Sempre que havia uma confusão - normalmente eu sempre as começava - ele estava lá para resolver tudo com aquele sorriso de orelha a orelha e o jeitão maroto que acabava esfriando tudo e no final todos acabavam juntos bêbados em alguma sarjeta.

Um dia enquanto bebíamos e fumávamos no barranco costumeiro, observando uma caravela que passava desatenta ao longe ele virou-se para mim e encarou-me seriamente. Nesse momento um calafrio percorreu minha espinha, João serio? O que poderia ser afinal. Então calmamente e com aquele jeitão despreocupado ele me falou;

- Sabe cara acho que tá na hora de sairmos desse lixo entende? Afinal pensa comigo, o que tem aqui para nós? Somos largados cara essa é a verdade e se não sairmos daqui podemos acabar nos acostumando com essa cretinice toda entende?

Não respondi de imediato porque aquilo me pegou de surpresa. É claro que ele tinha razão mais o que poderíamos fazer, para onde poderíamos ir? Eramos apenas dois jovens ambiciosos e sonhadores contra um mundo cruel e covarde e eu sabia mesmo que ele tinha razão. Se acostumar a viver em uma sociedade cretina e desigual era como morrer em vida, sem uma vontade própria seriamos todos apenas formigas trabalhando para um destino comum que era encher a pança flácida de um burocrata qualquer. Porém, eu estava trabalhando na época. Era uma merda de um trabalho mais deixar um salario mesmo que misero por uma aventura sem qualquer garantia era o mesmo que dar um mergulho com olhos vendados e esperar que o poço não seja assim tão fundo. Meio desanimado respondi simplesmente um “para onde?”

- Acho que deveríamos ir para Alto Paraíso...

Não fiquei nem um pouco surpreso com a resposta e apenas suspirei. Desde que o conheço ele tinha esse sonho estupido. Alto Paraíso a terra das oportunidades, uma natureza exuberante, misticismo em todo o canto, drogas e mulheres. A parte boa disso tudo é que poderíamos viver de guias turísticos, eles tinham essa especie de curso lá e era grátis. O problema mesmo era chegar lá. Não tínhamos carro e pouco dinheiro, teríamos que ir a pé, ou seja, enfrentar um calor infernal durante o dia e a noite um frio insuportável. Eu não estava nem um pouco animado com isso.

- Cara não sei não, isso é loucura entende? Além do mais eu tenho meu emprego mesmo bosta mais tenho e meus pais, cara meus pais iam pirar tá sacando velho?

Ele não respondeu, pelo menos não com as palavras e sim de uma forma que me deixou meio sem jeito. A habitual alegria quase infantil tinha dado lugar a uma melancolia profunda e uma decisão irrevogável. Naquele momento eu sabia que tinha perdido o meu melhor amigo e quem sabe se um dia o encontraria novamente? Decidi então aproveitar a noite e o chamei para um boteco que costumava frequentar e lá encontramos uns amigos. Depois de algumas horas de conversas loucas sobre bandas e artistas subversivos famosos, percebi que ele tinha perdido o ar triste e sorria como de costume e até cheguei a esquecer a sua tola decisão. Meu maior erro.

Durante a semana seguinte andei muito ocupado no trabalho. O velho Rachid não me dava folga, era carregue isso pague aquelas contas eu queria mesmo era matá-lo. Eu não tinha mais noticias de joão e por isso fiquei preocupado, não por ele ter ido embora e tal mas por deixar ele ir sozinho. Isso me deixou muito bolado mesmo. E assim fiquei sem noticias durante um bom tempo até que um dia em que tudo parecia ter virado de ponta a cabeça ouvi a noticia na TV, um indigente tinha sido atropelado por um ônibus enquanto andava embriagado numa via de alta velocidade a pé. Somente ele seria tão louco para morrer assim.

Eu fui no enterro, ele era muito querido e mobilizou metade dos vagabundos da cidade. Muita gente veio no seu enterro inclusive sua mãe sumida a tempos, foi o que me contaram porque eu não fui. Eu não fui porque para mim João com aquele jeito alegre e amigo, despreocupado e pensativo nunca morreu e nunca morrerá, ele sempre viverá no coração de todos os vagabundos que como eu tiram de letra as injustiças de um sistema corrupto e desprezivel.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Reflexões na Madrugada


Hoje encontrei por acaso uma amiga do passado. Não foi intencional eu juro, eu tava chapado! Me deixei levar na sua armadilha simplista. Disse coisas que sentia esperando suas respostas que me conduziam a uma especie de armadilha. Jogos mentais como esse já não são novidade eu esperava mais dela. Não foi intencional e nem por acaso. Eu prescisava saber o que tinha acontecido com a vida dela, tanto quanto um viciado precisa de heroina, entretanto não sei explicar o porquê. Talvez porque eu me importasse e me senti-se mal por faze-la sofrer daquela forma ou simplesmente queria me auto castigar me deixando envolver numa disputa mental pouco inteligente. Sabe o que mais me deixa preocupado? É essa mania de prever as pessoas. Isso mesmo, eu consigo prever reações. Não sou um vidente é que para mim todas são faceis de ler e com ela e mais facil ainda.

Fico me perguntando porque as mulheres gostam tanto de jogos desse tipo. É serio, penso que elas devem ter uma pessima auto imagem por isso precisam subir nos homens para sentirem que tem o controle da situação. Patetico essa e a palavra para isso. Se eu realmente desejava reconquista-la? Não tenho mais o amor em mim, sou um ser simplorio e vazio por dentro. Na realidade o amor tem tanta importancia para mim quanto o ato de acasalamento dos golfinhos pardos, que nunca vi. Sinto que tenho que ir ver com meus proprios olhos o que pode acontecer, embora seja mais que obvio, é uma vingança. Eu poderia dar isso a ela? E so isso que ela tanto deseja? Pois bem vingue-se de mim. Não há nada que possa fazer que nunca fizeram contra mim e mesmo assim veja, estou aqui em pé e muito bem. Pode superar os outros?

Sim você mudou querida, tornou-se mais patetica e previsivel com o tempo. Voce me culpava de nunca escuta-la ou mesmo confiar em você. 

Agora eu te culpo de ignorancia. Eu a culpo por isso devido ao fato de convivermos tanto tempo e mesmo assim não ser capaz de me conhecer. No final eramos apenas desconhecidos como somos agora. Seria você capaz de me desvendar? Por favor, prove que estou errado.

Como Soldados de Brinquedo


Passo a passo, de coração pra coração, da esquerda da direita
Nós todos caímos, como soldados de brinquedo
Pouco a pouco, separados, nós nem sempre vencemos
Mas a batalha continua, para os soldados de brinquedo
Eu tenho que ser o soldado que nunca perde a calma
Apesar de carregar o peso do mundo nas costas
Eu não posso demonstrar, minha equipe não pode saber
Mas se isso significa encarar o Benzino, então não importa
Eu nunca os arrastaria para uma batalha que não posso aguentar, a não ser que eu realmente precise
Eu tenho que ser um exemplo, tenho que ser o líder
Minha equipe espera que eu os guie
Se alguma merda acontecer, tenho que estar ao lado deles
Agora o Ja disse que eu tentei esmagar, era tarde demais pra parar
Tem um certo limite que você não pode ultrapassar, e ele ultrapassou
Eu ouvi ele dizer o nome da Hailie em uma música e perdi a cabeça
Foi uma loucura, essa merda foi muito maior que as do Jay-Z e Nas shit
E mesmo que a batalha tenha sido vencida, sinto que perdemos
Gastei muita energia disso, honestamente, estou exausto
E estou tão preso nisso, parece que fui eu que começou
Não é pra isso que estou no hip hop, não é por isso que entrei nesse jogo
Nunca foi meu objetivo matar alguém
Por que eu destruiria uma coisa que eu ajudei construir
Não era minha intenção, minhas intenções eram boas
Eu passei minha carreira inteira sem mencionar (Suge)
Agora é só por respeito, por não ter falado demais
E sobre uma coisa que eu não sei nada
E o Dre me disse pra ficar de fora, essa não era minha briga
Então eu fiquei, fiquei atrás, assisti e rangi os dentes
Enquanto ele está na TV, falando mal de um homem que literalmente salvou minha vida
Como ?foda-se, eu entendo?, são negócios
Mas essa merda não tem nada a ver comigo
Mas ainda sei que essa merda pode estourar a qualquer minuto, porque...
Existia uma época em que você podia simplesmente fazer uma rima
E não precisava se preocupar com nenhuma de suas pessoas morrendo
Mas agora é outro nível porque quando você coloca o filho de alguém no meio
A merda cresce, não são só palavras mais, certo?
É um jogo diferente, xingando e você não tá só cantando
Nós na verdade tentamos evitar a briga entre o 50 e Ja
E eu Dre sentamos e conversamos com ele
E pediu pra ele não começar, ele não ia atrás dele
Até o Já começar a falar nas revistas sobre como esfaqueamos ele
Foda-se 50, esmaga eles, bate e mostra pra ele como é
Enquanto isso, minha atenção está direcionada a outras coisas
Uma recepcioniosta na The Source que responde os telefonemas na mesa dele
Tem uma ereção por mim e pensa que eu serei sua ressurreição
Tenta tirar a poeira do microfone dele e fazer um novo disco
Mas agora ele fodeu o jogo porque um dos jeitos que eu me lancei
Foi por essa revista, a mesma que me fez famoso
Agora o dono dela não gosta de mim sem motivos
Foda-se, aquele filho da puta vai ver também, ele que se foda então
Mas eu estou tão ocupado ficando puto que não paro pra pensar
Que nós herdamos a briga do 50 com a Murder Inc
E ele herdou a minha que tá na boa, a gente não liga pra isso
Nós ainda temos soldados na linha de frente
Que estão dispostos a morrer pela gente, assim que dermos as
ordens
Nunca nos extorquir, sempre mostrar que nos apoiam
Talvez nos falemos deles num rap ou num refrão
Pra mostrar que nós amamos eles também e mostrar o quanto é importante
Ter soldados da Runyon Avenue nas nossas esquinas A lealdade deles vale mais do que qualquer prêmio
Mas não quero que o meu pessoal morra ou se machuque, não vale a pena
Não consigo pensar num jeito perfeito de falar isso
Além de dizer que amo vocês demais pra ver o veredito
Vou virar as costas pra tudo isso antes que eu deixe ir mais além
Mas não entenda errado, não é um apelo que estou fazendo
Só estou tentando ser o melhor homem
Por favor, se conseguirem parar de se bater
Porque francamente, estou cansado de falar
Não vou deixar o caixão de alguém pesar na minha consciência, porque...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Apenas mais uma lombra qualquer



Francamente quanto mais olho em volta, mas descrente me sinto. Um mundo de dualidades. Amigos sorriem enquanto ao mesmo tempo te apunhalam pelas costas, e o preço de um cigarro somente sobe. E divertido sair na rua a noite como quem não quer nada, eu realmente não quero nada nessas horas. Vejo um casal conversar sobre caridade, a velha caridade cretina que se esconde sob um sorriso falso dos crentes, que ao me verem passar por eles, me lançam expressões de desagrado. Tudo bem eu já sei lidar com essas expressões, quem dera eles poderem ler as entrelinhas do meu sorriso bobo. As vezes gosto de relembrar o passado, não para me sentir feliz ou coisa do tipo porque afinal, o passado nunca e feliz. Lembrar de algo que foi feliz em uma época mais infeliz só te deixa mais derrubado. Eu to sempre derrubado. Não gosto de elogios sinceros, sinceridade não existe. Elogios até fazem bem e eu nunca estou bem também. Se não entendeu nada disso e porque eu raramente faço sentido. Não preciso fazer sentido e assim, sem sentido algum, sigo pelo caminho dos tijolos amarelos da loucura infantil como tantos antes de mim. Alguém aqui lembra do Raul?

descrente

Significado de Descrente

adj. e s.m. e s.f. Que ou aquele que não crê; céptico, pessimista.
Que ou aquele que não tem fé; ateu, agnóstico.

Sinônimos de Descrente

Definição de Descrente

Classe gramatical de descrente: Substantivo feminino, Substantivo masculino e Adjetivo
Separação das sílabas de descrente: des-cren-te
Possui 9 letras
Possui a vogal: e
Possui as consoantes: c d n r s t
Descrente escrita ao contrário: etnercsed


terça-feira, 19 de abril de 2011

A forca


        O vento uivava ao longo do escuro vale, e o som que fazia era como o de uma multidão de condenados, que desesperados, imploravam clemência de um criador surdo aos seus apelos. Há tempos, naquele vale amaldiçoado não caminhava viva alma, apenas sombras estranhas e densas que tinham vida própria, e outros horrores que são impossíveis para a mente humana imaginar, tentativas vãs de imaginar os horrores que ali habitam, transformam doutores da ciência em seres vegetativos.

        Segundo velhos ditados, os quais cresci ouvindo, um homem já se aventurou naquela região inóspita e traiçoeira. Anos depois descobri que não se tratava de um homem, era sim uma linda jovem de nome Vanessa, filha de um rico comerciante local. Tudo que sei sobre esta trágica jovem e que apesar de toda a riqueza que possuía, não tinha motivos suficientes para viver. O porque? O mal do nosso século, coração partido. Conto a seguir os relatos como ouvi das diversas bocas da minha vila, e algumas considerações que eu mesmo fiz, procurando juntar os fatos que faltavam na lenda.

         Menina bem educada e prendada viveu a maior parte da vida num internato. As Filhas de Maria era conhecido como um internato dos mais rigorosos da época, nada sei sobre sua estadia lá, mas com certeza, não foi das melhores. Quando retornou ao seio da família na velha casa dos Lopes, era uma moça muito bonita, o que logo chamou a atenção dos solteiros da região. Embora lutassem entre si pelo coração da moça, um simples camponês de nome Adolfo, ganhou com a sua famosa amabilidade e sinceridade o coração da moça.

         Filha de um barão por demais preconceituoso, Vanessa teve seu amor tirado bruscamente. Seu pai mandou matar o jovem de forma cruel, e no dia seguinte expôs sua cabeça decepada na entrada da sua luxuosa mansão. Dizem que Vanessa ficou ali, sentada observando a cabeça morta se decompor aos poucos durante vários dias, pouco comia e nem sequer sorria. Seu velho pai, julgando ser apenas um capricho de adolescente, nem sequer se importou e assim ficou até ser informado do desaparecimento dela pela governanta aflita, que foi chicoteada até a morte pelo descuido.

          Depois de dias de buscas encontraram seu corpo, com uma corda no pescoço, pendurada em um velho carvalho do bosque maldito. Os lacaios nunca esqueceriam a visão que tiveram do seu semblante morto, segundo um amigo do peito seu avô que era um deles, até hoje sonha com aquele dia. Eles retiraram o corpo da jovem e o entregaram a um desolado barão, que chorava desconsolado. O que houve depois ainda é um mistério, eu mesmo não consigo explicar e toda vez que penso sobre isso, sinto minha sanidade me abandonar aos poucos. Tudo que sei, e que todos sabemos e que preferem que assim tenha acontecido, e que os habitantes da mansão sumiram em questão de dias. As pessoas preferem pensar que foram embora dessa terra por causa da vergonha, mas eu e apenas eu sei a verdade, eu sei o motivo do bosque hoje ser amaldiçoado.

     Por quê eu sei? É porquê daqui da minha varanda, sentado na velha cadeira de balanço de carvalho, que foi da minha avó, enquanto escrevo essas palavras, posso ver no horizonte banhando pelo luar o vulto esquivo de uma jovem segurando a cabeça de seu amado pensativa...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Joey Ramone, dez anos de saudades!


Joey Ramone, nome artístico de Jeffrey Ross Hyman (19 de maio de 195115 de abril de 2001) foi um vocalista norte-americano e letrista, sendo seu trabalho mais conhecido a banda de punk rock Ramones. Junto com seu companheiro de banda Johnny Ramone (John Cummings), foram os únicos membros que permaneceram desde o início da banda até o fim 1996. Joey tinha 2,02 m de altura, sendo o mais alto dos Ramones.
Hyman cresceu em Forest Hills, no Queens, em uma comunidade de judeus. Teve uma vida vida bastante conturbada, o que inspirou o som "We're A Happy Family", do álbum Rocket to Russia. Seus pais se divorciaram no começo de 1960. Sua mãe, Charlotte Lesher (1926-2007), encorajou um interesse na música em ambos os filhos: Joey e seu irmão mais novo Mitchell (que atende pelo pseudônimo de Mickey Leigh).
Leigh (irmão de Joey) cita no DVD End of the Century: The Story of the Ramones que Joey tinha TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e que ele era considerado esquisito e solitário. Joey diz no mesmo DVD que a música salvou sua vida e seu irmão diz que ele se sentia bem e que ele era diferente ao cantar e que aquilo era um incentivo para ele deixar suas inseguranças e sua timidez de lado.
Joey morreu de linfoma em 15 de abril de 2001, no Presbyterian Hospital da cidade de Nova Iorque. Ele aparentemente conviveu com linfoma durante cerca de 4 anos, já que ele foi examinado numa clínica especializada em câncer em meados dos anos 1990.
O músico tem um álbum solo(postumo) que foi lançado em 2002 um ano após a sua morte, e ano também que o Ramones entrou para o Rock and Roll Hall of Fame este álbum contém a regravação de "What a Wonderful World"; o álbum foi intitulado "Don't Worry About Me".
E o seu segundo álbum foi lançado em (2007).
Joey Ramone é considerado o Ramone favorito entre os fãs e em seguida, Dee Dee Ramone.

Costumo



Costumo falar sobre coisas que ninguém quer ouvir
costumo cantarolar canções sem sentido
costumo beber até não me aguentar em pé
costumo andar sozinho a noite entre vielas pouco iluminadas
costumo fumar baganas que encontro no chão
costumo delirar sozinho no meu quarto
costumo sonhar que estou apaixonado
costumo estudar algum livro importante
costumo me masturbar em banheiros públicos
costumo me pegar sorrindo a toa quando não tenho motivos para sorrir
costumo pensar que ainda há saída em labirintos sem fim
costumo me perguntar as vezes “e se tudo tivesse sido diferente?”
Costumo escrever sobre coisas confusas
costumo não fazer sentido algum
costumo brigar e discutir
costumo viver e respirar
costumo sentar numa privada e esperar a morte chegar
costumo sofrer
costumo sorrir as vezes
costumo desistir quando quero
costumo lutar quando preciso
costumo votar para prefeito
costumo ver um bom filme
costumo ver filmes ruins e me entediar
só acho difícil me acostumar
com um fato simples que as pessoas costumam não notar
Mas todos sentem e as vezes se aborrecem com isso
Costumo mesmo me aborrecer com o fato de que o amanha nunca chegará

segunda-feira, 11 de abril de 2011


Ontem a noite sonhei que estava morto,
durante a tarde eu desejei estar morto,
porém agora a noite eu percebi,
que morto eu sempre estive.

sábado, 9 de abril de 2011

Vingança



Com sua vil blasfêmia
Mais um toque de funesta irreverência
Jogou-me sem dó ou piedade
Satisfeito então com a própria maldade
Naquele escuro poço de dor
Porém aquele que nas trevas
Foi obrigado a rastejar
Agora com os vermes aprende a caminhar
E logo sendo o vencedor
Estará sobre a sua tumba a festejar
Ele e o podre verme
Que um dia te apavorou
Na sua carniça “popular”
Estarão finalmente então a se banquetear.

Um copo cheio numa mesa de bar


Jimmy Maluco sentava sempre naquele mesmo lugar,
Um copo de uísque barato,
Tudo que um vagabundo precisa.
Engraçado como um bom trago
Salva mais almas que um confessionário.
E o pároco da vila
Também estava ali com seu copo.
Ontem Jimmy  perdeu tudo que tinha,
nessa mesma mesa de bar.
Maldito baralho viciado mas não há porque se preocupar,
Ontem foi ontem,
E hoje o que importa e pedir pro garçom outro trago trazer,
E como pagar?
Que importa pagar, porque pagar pelos sonhos?
Anda logo garçom esta atrasado,
O meu copo esta seco e meu bolso vazio,
O tambor carregado da arma e a única coisa que o lembra,
Que não há necessidade de pagar,
Vamos hoje beber e amanha morrer,
Afinal pensa Jimmy Maluco com seu trabuco preso no cinto,
O que mais importa além de um copo cheio numa mesa de bar?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A puta e o vagabundo


É engraçado como quando as coisas fodem de vez a vida começa a fazer sentido. De
uma hora para a outra tudo pode dar errado, e quando estamos no fundo da latrina sentindo
pena da nossa própria incompetência as coisas começam a fazer sentido de uma forma ou
de outra. Foi num estado lamentável que deixei minha casa naquela madrugada. Na
verdade, fui obrigado a isso pela vaca da minha esposa. Enquanto eu saia porta afora
daquele cortiço imundo vestindo meu habitual terno barato e a mascara da embriaguez,
ouvia os gritos intermináveis da megera alucinada que do segundo andar jurava que ia
matar o filho no ventre. Então eu pensei; “Que seja, aposto que nem é meu o pivete! Ela
pensa que não escuto os comentários dos vizinhos... pensando bem, sempre tive essa
postura perante a vida de vitima.”
Então as coisas começaram a fazer sentido para mim. Larguei a velha pasta que
trazia a mão enquanto descia o beco em direção à rua principal em uma lata qualquer. E
então corri, não para qualquer lugar e sim, para onde todos os indivíduos do sexo masculino
encontram abrigo em horas avançadas da noite. Onde podemos ser apenas nós mesmos, não
pai de família, diretor, padre, policial ou o que for. O local onde seu desespero some por
um preço, porém o que são alguns trocados suados ganhos depois de um dia inteiro
trabalhando em algum lugar de merda perto da leveza do ser? Eu corri para um puteiro!
Neste paraíso não havia um palácio ou algo majestoso assim. Era na realidade um
casarão velho e acabado que cheirava a sexo, fumo e urina. Na entrada fui recebido por
duas belas mulatas das tetas grandes e suculentas. Senti meu pau dar sinal de vida quando o
tocaram com toda aquela malicia. A mais gostosa e safada foi logo perguntando o que eu
queria. Karen, respondi. Ela era a minha favorita. Tinha apenas 1,68 de pura devassidão.
Não era tão espetacular quanto às outras meninas, mas sabia manejar muito bem o
instrumento. Tinha os cabelos avermelhados cortados curtos, uma pele branca como uma
morta ou coisa do tipo. Seus olhos grandes nada faziam para esconder a malicia adquirida
após anos de profissão. E a sua boca, meu deus que boca, era muito hábil e não me refiro ao
habito de falar.
Logo ela surgiu descendo as escadas do segundo andar e com apenas um gesto
simples me obrigou a segui-la até seu quarto. Foi uma tarefa dificil, tive que me esgueirar
entre os bêbados e pervertidos com suas donzelas seminuas no colo. Estavam por todas as
partes. Em cadeiras onde fodiam com vigor mulheres que gemiam como loucas. Estirados
no chão bêbados ou com uma ou outra puta sem calcinha sentada sobre seus rostos
esfregando a vagina nos mesmos. Fazendo sexo loucamente em cima do balcão onde uma
outra puta brincava com as tetas rosadas da atendente. Era uma visão sem igual, algo tão
maravilhoso que faria o papa largar a batina e se masturbar em um banheiro qualquer com
espuma saindo pela boca.
Finalmente cheguei no seu quarto. Ela já estava toda a vontade com aquela coisinha
suculenta entre as pernas abertas na minha direção provocante. Aquilo era uma visão! Senti
minha calça rasgar sob a tensão e pulei sobre a puta no colchão. Fudemos a noite inteirinha.
Por toda a noite a tive gemendo em meus braços, dando luz as minhas mais baixas e torpes
fantasias eróticas. No final este é o sentido de tudo, fuder. Fuder somente e muito. Palavras
bonitas, roupas caras, carros luxuosos e até o próprio e degenerado sistema tem esse mesmo
objetivo, fuder com você.
Quando o sol raiou voltei para o velho cortiço onde habitava. Sem dinheiro e sem
paciência entrei em casa com uma resolução profunda derivada de uma iluminação mental
em relação ao sentido de tudo. Entrei violentamente porta a dentro com um chute a tempo
de ver o filho da puta suado em cima da vadia da minha mulher. Puxei o revolver de dentro
do paletó amassado e descarreguei a arma sobre a dupla de filhos da puta. Aqui sentado
agora, observando os dois ainda em cima um do outro depois da morte, sorri da tremenda
ironia de tudo isso. Agora já posso ouvir a sirene das rádios patrulhas que vem me pegar e o
murmúrio assustado dos vizinhos. Se me importo em ser preso? Tanto faz já estou fudido
mesmo... Não disse? Tudo sempre acaba em foda!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Emily


Quando Emily cruzou a porta da sala, encontrou o velho e habitual cenário de sempre. Paredes imundas tomadas pelo limo, onde coisas nojentas rastejavam. O piso era de uma madeira velha e corroída pelo tempo. No centro da sala, sob um tapete velho e corroído jaziam dois sofás e uma televisão vagabunda jogada no chão. Um dos assentos era o local de repouso de um corpo putrefato do que algum dia já foi uma bela mulher. No outro sofá, um homem num estado lamentável agonizava enquanto balbuciava coisas indecifráveis.

            A jovem depositou aos pés do moribundo uma bandeja que trazia com as suas pequenas mãozinhas. O homem ao sentir a aproximação da criança acordou de imediato com um suspiro;

- Emily... Por favor...

            Emily apenas sorriu e começou a repartir com uma faca de cozinha enferrujada, alguns pedaços de pão de forma meio mofados. Ao terminar, serviu o conteúdo da velha jarra num copo imundo.

            - Papai você tem que comer enquanto está quente. – dizia em tom inocente enquanto empurrava os pedaços de pão dentro da boca do homem, que lutava e cuspia desesperadamente os restos mofados e vermes que saiam de dentro do pão.

            - Pai Mal! – gritou a garotinha em resposta com o semblante frio e maldoso.

            Ela em plena fúria, atirou todo o conteúdo da jarra sobre o homem, que quase desmaiou novamente ao constatar que aquilo era sangue.

            - Emily... Por que ta fazendo isso com o papai e a mamãe?

            A garota parou por um instante e olhou para os restos destruídos pela ação dos vermes que era sua mãe. A mandíbula do cadáver se abre subitamente, deixando escapar um caldo nefasto de vísceras e parasitas. Um suspiro pareceu sair de lá.

            - A mamãe disse que é divertido papai...

            Lagrimas desciam do homem cativo enquanto observava, aterrorizado, sua filha retirar uma faca manchada de sangue de dentro de uma das dobras do seu vestido de boneca. Ela apenas sorria divertida...

            E aquela foi a primeira vez que Emily ouviu as vozes macabras... Ela tinha apenas oito anos. 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Socos, chutes e Loiras Geladas

Mais um golpe e André desabava em direção a cerca viva. Era uma cerca de pessoas que desejavam o sangue alheio. Tiras, pedreiros e advogados eram um só naquele  amontoado que urrava como um monstro disforme. Seguravam notas suadas e amassadas e empurravam o rapaz de volta para o centro da luta. " Que merda" pensou enquanto cambaleava tentando manter a quarda e o mundo girava ao seu redor. " Mulheres, primeiro dizem para fudermos com vigor e depois, nos fodem com alegria." Outro cruzado e dessa vez André reavaliou a sua situação deprimente. O adversario era um desses sujeitos grandes e gordos que fedem mais que um defunto depois de sete dias. A cara do infeliz também não ajuda em porra nenhuma.

Com uma finta desajeitada ele sentiu o punho do oponente passar rente ao seu queixo, aproveitou a guarda aberta dele e acertou um jab e um direto rapidamente no queixo quadrado dele. O gorila recuou mais surpresso que afetado pelo golpe. Soltou um riso amarelado em resposta como se considerasse o seu adversario apenas uma pulga de nada. Disso ele entendia bem, seu black power provavelmente guardava a maior coleção de todos os tempos desses bichos. De uma forma estranha, jogou sua imensa e roliça perna de uma forma bem bizarra em direção a cabeça do André, que esquivou-se rapido desferindo um potente soco naquele bucho inchado. De fato, era o que aquela aberração queria. - Todos meio que sabem da resistencia abdominal meio diferente de um barrigudo, devido ao excesso de gordura e musculos por baixo de tudo isso. - O cara nem sentiu o golpe e quando André deu por si, estava se levantando do chão frio e duro de concreto. O gigante estava realmente surpresso, seu "pilão" sempre foi muito efetivo!

André queria mesmo era morrer e odiava aquele brutamontes por ser incompetente quanto a isso. Todo o seu corpo doia mas ele tinha aquela maldita loira na cabeça. Colocou-se novamente em posição " Queria que me visse agora, que visse a qualidade de idiota que eu sou... diferente daquele borra botas do caralho!". Num impeto insano causado pela lembrança do rosto patetico daquele que tomou sua pequena. Defendeu mais um cruzado com as costas do punho esquerdo e girou o quadril de forma a acertar com o mesmo punho o lado direito da cabeçona do gorila. Furioso o gigante contra atacou com uma forte joelhada nas costelas dele fazendo o ímpeto de André sumir junto com o resto do folego e novamente o jogou pra longe com um forte chute no abdomen.

Para ele agora era tudo uma confusão de sons e imagens. " Serio ela realmente acha que sou imprestavel? Isso porque ela preferiu a merda de um vendedor ambulante! haha ". Sentiu as pernas vacilarem e caiu de joelhos. Olhos fixos no chão agora estava acabado e não foi aquele gorila que o venceu com todo a sua enorme e macilenta banha, foi a sua loira. Súbito, o celular no bolso do jeans rasgado toca.  Ele o atende deixando o maquila a sua frente pasmo;


- Sim aqui é o André...
( Pausa )
- Que você quer afinal de mim? E a merda do ambulante?
( Pausa mais longa )
- Jura? ok vamos conversar... so terminar um assunto aqui.
 ( Pausa Curta )
- Ok eu levo a cerveja tambem!

- Ei da pra falar com a suas putas depois que eu te moer todo? - Urrou novamente, provavelmente era a unica forma que conhecia de se expressar.

André levantou-se rapido e jogou o celular pro lado. Começou a saltitar trocando as pernas enquanto balançava os braços para aliviar a tensão nos musculos.

- Ae balofo, antes de mais nada você não tem nada haver com a minha vadia.

Ao terminar de falar acertou um rapido e potente cruzado no rosto de suino e oval do gigante que espirrou sangue na plateia. O gigante foi pego tão de surpresa que não pode evitar o proximo e definitivo golpe.

- E depois cara, a hora de brincar nessa merda acabou preciso encontrar minha pequena. A noite vai ser boa hoje...

A precisão da giratoria juntamente com uma força descomunal jogaram o gigante no chão com um estrondo. Toda a multidão se calou até um negro surgir com pose de malandro, surgir com um bolo de notas na mão. André as pegou e no caminho passou em um boteco pra comprar umas loiras geladas. No fim das contas pensou, a pequena e uma gelada e uma otima forma de acabar bem uma merda de noite...